Entenda a causa do Transtorno Disfórico Pré-menstrual
O
Transtorno Disfórico pré-menstrual gera sofrimento
a ponto de interferir significativamente no trabalho, estudos e relacionamentos
interpessoais.
Mas qual a causa do TDPM? Leia o artigo que preparamos abaixo
para entender melhor o assunto.
Existe relação entre os hormônios e o
humor?
Sim. Os sistemas de
neurotransmissores (dopamina, serotonina, noradrenalina, entre outros) são
modulados pelos hormônios sexuais, especialmente estrogênio.
No cérebro há regiões envolvidas com o humor que são cheinhas de
receptores de estrogênio e progesterona.
Essas regiões são: córtex pré-frontal, amígdala, hipocampo,
corpo estriado e tálamo.
Mas então, qual a causa?
As interações entre os hormônios sexuais e os neurotransmissores
são várias, de modo que a causa não está
bem clara.
No entanto as pesquisas sugerem envolvimento de sistemas
neurotransmissores alterados e aumento
da sensibilidade às flutuações de hormônios.
Sendo assim, as mulheres mais sensíveis às mudanças de
quantidade de hormônios sofrem mais.
Relação da progesterona:
Uma teoria recente sugere que as alterações de um dos compostos
da progesterona, chamado de alopregnenolona tem um papel relevante.
A alopregnenolona estimula o sistema que diminui a
excitabilidade neuronal.
Assim, quando há uma redução dos níveis de progesterona,
diminuem também o nível desse composto, fazendo com que haja uma maior excitabilidade dos neurônios,
deixando a mulher mais ansiosa.
Relação com estrogênio:
A redução do estradiol está relacionada aos sintomas de humor.
Sintomas de aumento de impulsividade e o impacto funcional estão
relacionados à oscilação dos dois hormônios acima citados.
Relação com a genética:
Estudos envolvendo fatores hereditários são inconclusivos. Um
dos motivos para isso é principalmente é a dificuldade diagnóstica em grandes
populações.
Entretanto, os estudos até agora sugerem que há sim forte
componente genético.
Há uma associação com genes associados aos receptores de
hormônios sexuais e transportadores de serotonina.
Conclusão:
Quando juntamos:
- A maior sensibilidade hormonal
- O sofrimento causado pelos sintomas físicos (dor nas mamas,
dor do tipo cólica, inchaço nas pernas, cefaleia)
- O sofrimento causado pelos sintomas emocionais (aumento da
irritabilidade, labilidade emocional, entre outros)
- A percepção de que tudo isso está causando prejuízo nas
relações interpessoais, trabalho e estudos
A soma é um grande aumento do estresse, principalmente quando se
imagina tudo o que será enfrentado no período pré-menstrual.
Tenha sempre acompanhamento médico
O acompanhamento médico garante a saúde mental, propiciando uma vida com mais satisfação e qualidade.
A TPM e o TDPM geram grande impacto quando não tratados, diminuindo a produtividade, dificultando os relacionamentos e gerando impacto econômico e social.
Além disso, o (a) médico (a) poderá avaliar seus níveis de nutrientes no corpo e hormônios por meio de exames específicos, indicando o melhor tratamento.
Esperamos que tenha compreendido a importância do diagnóstico correto para que as terapias sejam iniciadas, reestabelecendo o bem-estar.
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Referências Bibliográficas:
1. Eduardo de Castro Humes et al., Clínica Psiquiátrica:
consulta rápida, 1ª ed. Barueri, SP: Manole, 2019.
2. Joel Rennó Jr et al., Women´s Mental Health, Springer, 2020.
Fonte da imagem:
Foto de Liza Summer no Pexels
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