Nem toda TPM é igual, entenda por quê!
Os transtornos pré-menstruais são muito comuns entre as mulheres.
Podem ser de
dois tipos: Síndrome Pré-menstrual (SPM), a famosa TPM e Transtorno Disfórico
Pré-menstrual (TDPM).
A prevalência
da SPM é de quase metade, enquanto a de TDPM é entre 1 e 6%. Isso significa que
o transtorno mais grave é também mais
raro!
Ambos são
condições crônicas recorrentes e que causam prejuízo significativo no
funcionamento ocupacional e social de quem sente.
Para saber
quais sintomas caracterizam cada um, confira o artigo que preparamos abaixo!
Quando os sintomas aparecem?
Os sintomas
físicos (dor nas mamas, dor pélvica tipo cólicas, cefaleias, peso nas pernas) e
afetivos (humor irritável, humor deprimido, aumento de ansiedade) surgem na
fase lútea do ciclo menstrual.
A fase lútea
ocorre em média duas semanas antes da menstruação.
Quando os sintomas desaparecem?
Para se dar o diagnóstico, é necessário entender em qual período os sintomas diminuem.
Eles
devem se tornar mínimos ou ausentes no começo da descida do fluxo menstrual e
desaparecerem após o fim da menstruação.
E como diferenciar TPM de TDPM?
Indo
direto ao ponto: TPM é uma TDPM mais leve.
Na TPM há um
conjunto de sintomas físicos e psíquicos que não tem a mesma intensidade que o
TDPM.
Já no TDPM,
há uma série de sintomas que geram um grau de sofrimento maior, a ponto de
interferirem significativamente no trabalho, estudos e relacionamentos.
Confira abaixo os sintomas que podem estar presentes no TDPM
Diminuição do interesse com o entorno
Dificuldade de manter o foco de atenção
Sensação de cansaço ou falta de ânimo
Alterações no apetite (podendo ser tanto aumento ou diminuição na vontade de comer)
Dificuldades para dormir
Sensação de estar sobrecarregada ou sem controle
Presença de sintomas físicos (dor nos seios, dor nas articulações ou musculares, inchaço de mãos ou pés, sensação de inchaço ou ganho de peso).
E como se dá o diagnóstico de TDPM?
É necessário
que tenha pelo menos cinco sintomas de uma lista de onze e um deles deve ser
afetivo (exemplo: mudança de humor, humor deprimido, irritabilidade, raiva,
tensão ou ansiedade).
Os sintomas devem ter ocorrido na maioria dos ciclos menstruais do ano anterior e devem ser confirmados usando diários de pelo menos dois ciclos.
Deve haver interferência significativa no trabalho, estudos e nas relações interpessoais.
Por exemplo, tive uma cliente que sempre faltava ao trabalho devido à falta de
ânimo e irritabilidade que sentia nesse período.
Fique atenta,
pois o que sente não pode ser causado ou relacionado a efeitos de outras
patologias, medicamentos ou uso de substâncias.
Para o diagnóstico de TPM
Não é
necessário ter cinco sintomas e não é obrigatório ter um sintoma afetivo (tais
como mudança de humor, humor deprimido, irritabilidade, raiva, tensão ou
ansiedade).
Tenha sempre acompanhamento médico
O
acompanhamento médico garante a saúde mental, propiciando uma vida com mais
satisfação e qualidade.
A TPM e o
TDPM geram grande impacto quando não tratados, diminuindo a produtividade,
dificultando os relacionamentos e gerando impacto econômico e social.
Além disso, o
(a) médico (a) poderá avaliar seus níveis de nutrientes no corpo e hormônios
por meio de exames específicos, indicando o melhor tratamento.
Esperamos que tenha compreendido a importância do diagnóstico correto para que as terapias sejam iniciadas, reestabelecendo o bem-estar.
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Referências Bibliográficas:
1. Eduardo de Castro Humes et al., Clínica Psiquiátrica: consulta rápida, 1ª ed. Barueri, SP: Manole, 2019.
2. Joel Rennó Jr et al., Women´s Mental Health, Springer, 2020.
Fonte da imagem:
Foto de Liza Summer no Pexels
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